Muita gente me pergunta quais são os limites entre uma harmonização facial bem feita e uma harmonização facial exagerada, artificial, que muda aspectos da face do paciente de modo a fazê-lo parecer até outra pessoa. Eu sempre respondo a mesma coisa: a escolha do bom profissional é o segredo. Não adianta apenas ter o melhor produto, é preciso ter olhar crítico e isso se constrói com muita prática, estudo e bom senso.

Tenho pacientes mulheres que fazem, periodicamente, de três a cinco procedimentos no rosto e sequer revelam seus segredinhos de beleza. Seguem satisfeitas com a autoestima nas alturas. Tenho outras que fazem procedimentos e gostam de mostrar, comentar o que mudaram, pedir opiniões, mas isso é uma decisão pessoal. A primeira coisa que o bom profissional da HOF precisa ser é discreto e respeitar de forma ética o que pede o cliente quanto ao sigilo no atendimento. Entre os profissionais da saúde isso é até óbvio, mas enfatizo aqui por ouvir muito a frase: “doutora, não conta para ninguém”. Claro que não conto!

Outro ponto importante da HOF é saber conversar com o paciente sobre o seu tipo de beleza, os perigos do exagero, os cuidados no pós-procedimento. Ter bom senso e transmitir de forma enfática o quanto é importante ter consciência corporal e facial é nosso papel, pois Harmonização não pode ser uniformizar a beleza, adotando um só padrão. Mesmo diante da tendência mundial do chamado “bocão”, por exemplo, cada pessoa tem traços e formas únicas, que não devem ser modificados radicalmente. Existe um limite estético e para mim, ético, que precisa ser respeitado.

Por isso a avaliação é tão fundamental. É nela que acontece o primeiro olhar mais atento à face do paciente e aquela conversa que eu amo, para conhecer os gostos e expectativas de cada um. Em seguida vem as sugestões como feedback às demandas levantadas. Nesse contato acontece aquele olhar de confiança, que ainda bem, se transforma em um sorriso depois do resultado final. É sempre esse novo objetivo.

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